segunda-feira, 9 de junho de 2025

SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor

DISCLAIMER

Sabemos que, há muito tempo, um produto nosso causou grave perturbação e prejuízo a um(a) usuário(a). Apesar do tempo decorrido desde esse lamentável ocorrido, consideramos pertinente trazer uma nota de esclarecimento aos nossos consumidores. Buscaremos esclarecer, abaixo, as perguntas mais frequentes, mas nos colocamos inteiramente à disposição para responder a outras eventuais dúvidas relacionadas aos fatos pertinentes.

FAQ - FREQUENTLY ASKED QUESTIONS

1) A empresa reconhece o dano aos consumidores?

Sim, nós reconhecemos que causamos dano. Tal reconhecimento já era nítido à época dos fatos, porém o tempo permitiu o amadurecimento dessa compreensão, de modo a ampliar a nossa percepção do dano causado. Poderíamos apresentar explicações, dizendo que o mal funcionamento foi causado por isso ou aquilo, dar justificativas, arguir que houve circunstâncias alheias ao nosso controle, ou até asseverar que parte da culpa também foi causada pelo mau uso feito pelo usuário lesado. Poderíamos dizer isso e muito mais, mas, hoje, nada disso faria diferença. Não são os atenuantes do fato que nos motivam a dar explicações, mas, sim, os agravantes. Diante disso, reconhecemos pura e simplesmente o dano causado, sem "mas", "todavia" ou "entretanto". Reconhecemos e ponto final.

2) A empresa está disposta a pedir desculpas?

Sim, totalmente. Sem rodeios: PEÇO DESCULPAS.

3) Vocês consideram que o pedido de desculpas é suficiente para reparar o dano causado?

De modo algum! Ao contrário, temos plena convicção de que um pedido de desculpas de muito pouco ou nada serve. Embora tenhamos noção da pequena relevância desse pedido de desculpas para aplacar todo o sofrimento causado anteriormente, trata-se de um pedido de desculpas legitimamente merecido pelo nosso(a) usuário(a) lesado(a), motivo pelo qual oferecemos nossas desculpas, não como forma de reparação, mas simplesmente por ser correto.

4) Por que demoraram tanto tempo para apresentar o pedido de desculpas?

Essa pergunta pode parecer simples, mas ela é difícil de responder. Em primeiro lugar, estivemos convictos de que um pedido de desculpas à época dos fatos, ou logo após, não era aquilo que o(a) usuário(a) lesado(a) desejava receber. Seria inoportuno e ineficaz em mitigar os danos causados. Aliás, o próprio pedido de desculpas, além de não ter qualquer efeito benéfico, poderia agravar ainda mais a situação. Por esse motivo, pareceu-nos que a verdadeira benfeitoria estaria mais no silêncio que na proposição de desculpas. Não há como saber se nosso entendimento da situação foi correto, mas optou-se por agir com máxima precaução e, com esse propósito, decidiu-se não apresentar qualquer pedido de desculpas ou de perdão. Além de tudo isso, o próprio respeito pela pessoa do(a) nosso(a) usuário(a) nos levou a conter de todas as maneiras uma expressão concreta de desculpas, de modo que nosso silêncio e distância foi a maneira mais pertinente - e provavelmente única possível - de demonstrar nosso respeito. No entanto, é importante frisar que, desde o primeiro instante após os fatos (ou mesmo durante sua ocorrência), já se cultivava o espírito de arrependimento e o desejo de pedir perdão. De alguma forma, esperamos que tenha chegado aos ouvidos do(a) nosso(a) usuário(a) que o nosso grito mais forte de desculpas manifestou-se na forma desse longo silêncio.

5) Por que agora esse pedido de desculpas?

Não sabemos explicar. Talvez haja alguma razão espiritural que desconhecemos, mas apenas surgiu, como por geração espontânea, um desejo de apresentar o pedido de desculpas. Talvez seja a forma de Deus comunicar que há chegado o momento em que esse longo e silencioso pedido de desculpas se traduza em uma curta e direta manifestação concreta. No entanto, ainda assim, é possível que finalmente o transcorrer do tempo tenha viabilizado uma comunicação expressa de desculpas sem os efeitos colaterais que outrora teria. Também a conjunção de fatores, fazendo com que o silêncio por vezes pareça já não ser mais uma opção sob nosso controle. É difícil dizer o que seria o certo a se fazer mas, por via das dúvidas, nossa decisão seria pela manutenção do silêncio indefinidamente (e, lhe garantimos, caro(a) usuário(a), assim procederíamos não para nos furtamos da obrigação de nos desculpar, mas na convicção de que, de tudo que poderíamos fazer, essa seria a alternativa mais correta e que faria mais bem a todos). No entanto, em alguns momentos parece que não teremos mais a opção do silêncio. Riscada essa carta para fora do baralho por alguma força maior, parece-nos chegada a hora de apresentar nossas sinceras desculpas.

6) Vocês acham que basta esse pedido de desculpas para eu lhes perdoar?

Não. Aliás, não há qualquer expectativa de contraparte a esse pedido de desculpas. Trata-se de uma via de mão única: nós decidimos oferecer nosso pedido de perdão. Ficaríamos felizes em sermos perdoados, mas essa decisão não nos cabe. Caso perdoe ou não, ou mesmo caso opte-se por não manifestar coisa alguma, de todo modo nossa posição é de respeitar qualquer que seja o desfecho. E, repetindo o que já foi informado linhas atrás, temos plena convicção de que esse pedido de desculpas não tem a capacidade de anular o que aconteceu ou diminuir o dano causado. Seríamos muito afortunados se tivéssemos esse poder e certamente o exerceríamos para desfazer todo o mal causado. Contudo, infelizmente, não temos esse poder. Como mencionado, não ofeceremos nosso pedido de desculpas confiando em algum poder obscuro que possa curar todas ou algumas feridas; tampouco oferecemos para sermos perdoados. Oferecemos simplesmente porque é o certo e o justo.

7) E se eu já lhes houver perdoado no íntimo, sem o manifestar?

Não há como sabermos. Se for o caso, agrademos o perdão. Como não temos como saber, contudo, não nos exime de nos desculparmos. Talvez já tenhamos pedido perdão em silêncio e, em silêncio, tenhamos sido perdoados. Talvez Deus já tenha costurado todas as coisas por detrás do véu das aparências. Mas, como humanos que somos, não nos é dado saber. Tomara que seja o caso! De todo modo, talvez agora Deus nos inste a colocar para fora aquilo que já está resolvido por dentro. Assim, expressamos aqui nossas sinceras desculpas.

8) Mas e se eu já não lhes houver perdoado, nem desejar perdoá-los?

É um direito seu e respeitamos. Não há qualquer intenção de nossa parte em convencê-lo(a) do contrário. Pelo contrário, nós ainda temos dúvidas se merecemos de fato o seu perdão. Trata-se também de uma questão complexa. Todos podem ser perdoados, mas o perdão vem de Deus. Cada ser humano que existe, que já existiu ou que existirá é falho, mas todos são igualmente suscetíveis ao perdão de Deus. Assim, todos podem se arrepender dos seus erros, pedirem perdão e serem perdoados para seguirem com suas vidas. Contudo, trata-se de uma benção direta da relação entre o homem e Deus. Não é algo obrigatório na relação entre homens. Dessa forma, não é obrigatório, nem automático, nem exigível o perdão entre os semelhantes. Dito isso, estamos diante de uma dupla circunscrição: sentimo-nos perdoados diante de Deus, motivo pelo qual conseguimos seguir a vida livres de culpa, mas isso não elimina a relação de dano entre indivíduos. Por esse motivo, por ser o correto a se fazer, oferecemos o nosso pedido de desculpas. Trata-se de algo que oferecemos sem esperar qualquer coisa em troca. Nem mesmo o perdão é esperado. E, já que nos comprometemos a ser totalmente sinceros aqui, não dependemos desse perdão entre homens para seguirmos com nossa vida normalmente. Apenas oferecemos, sem qualquer cobrança, sem qualquer culpa, sem qualquer exigência.

9) Naquela ocasião, vocês queriam me fazer mal?

Não. Possuíamos uma visão equivocada sobre diversos aspectos da vida. Estávamos convencidos de que, ao contrário, era você quem nos queria fazer mal. Hoje, conseguimos observar que estávamos muito enganados sobre muitas coisas. Isso não quer dizer que éramos feitos de puro mal e erro, mas estávamos imbuídos de uma compreensão muito equivocada dos fatos. Muito daquilo que nos parecia acerto, na verdade era erro; e o que parecia erro, eram acertos; agíamos mal acreditando fazer o bem; sentíamo-nos ameaçados por aquele(a) que ameaçado estava; sentíamo-nos pequenos quando éramos grandes, e grandes, cometendo as piores pequenezas. Não quer dizer, portanto, que só acertamos ou só erramos, nem que nosso(a) usuário(a) só acertou ou só errou. Somos humanos, também conhecidos como um caótico amálgama de erros e acertos. No entanto, os pólos estavam trocados e, por essa inversão entre negativo e positivo, o resultado foi um curto-circuito explosivo, perigoso e completamente injustificável.

10) Isso significa que eu também tenho culpa no que aconteceu?

Não. Não é cabível o conceito de "culpa" aqui, no sentido de "alguém que é responsável por algo". Obviamente vários fatores contribuíram em maior ou menor grau para o que aconteceu. No entanto, considerando a ideia de "causa necessária", ou seja, aquela sem a qual o efeito não teria acontecido, é possível identificar que essa "causa necessária" não estava em você. Portanto, não é possível falar em culpa do(a) usuário(a). Se fosse para apontar algum culpado, seria essa compreensão equivocada dos fatos por parte de nossa empresa, conforme mencionado na resposta anterior. No entanto, como informado logo no início, nossa intenção não é justificar o que aconteceu no passado. Estamos apenas oferecendo explicações para possíveis dúvidas que o(a) usuário(a) lesado(a) possa ter. Trata-se, portanto, de um complemento ao nosso pedido de desculpas: caso haja alguma dúvida que ainda o(a) incomoda, oferecemo-nos para tentar saná-las. Mas, de todo modo, o principal que viemos oferecer é o nosso pedido de desculpas, já veículado oportunamente.

11) Vocês podem garantir que não causarão mais nenhum dano?

Sim. Oferecemos total garantia de que nada será feito que possa minimamente prejudicar o(a) usuário(a). Só não temos como oferecer algo concreto para comprovar essa garantia, então fica a cargo do(a) usuário(a) confiar ou não em nossa palavra. Foge do nosso controle dizer se o(a) usuário(a) confiará ou não em nossa garantia, e uma grande parte da manifestação de nosso compromisso é, justamente, o de não tentar convencer ou exigir qualquer resposta da outra parte. Portanto, embora ofereçamos nossa completa garantia, entedemos e respeitamos se eventualmente o(a) usuário(a) ainda apresentar quaisquer dúvidas sobre a segurança de nossos produtos.

12) Isso é conversa para me levar a consumir novamente o produto?

Não. Espero que nossas palavras não tenham dado essa impressão errada. Mas, caso essa seja uma dúvida, podemos esclarecer: não temos mais qualquer intenção de oferecer nossos produtos. Já temos um contrato vitalício de exclusividade com um(a) cliente e assim pretendemos prosseguir. Como mencionado, já algumas vezes, nosso intuito é apenas oferecer nossas desculpas por se tratar do correto a ser feito e nada mais. Complementarmente às desculpas, ficam aqui nossos esclarecimentos sobre eventuais dúvidas que podem ou não surgir. Apenas isso.

13) E o que vocês esperam que vá mudar depois desse pedido de desculpas?

Nada. Como mencionado várias vezes, estamos oferecendo nossas desculpas por ser o certo a se fazer. Não esperamos nada em troca ou como consequência desse pedido de desculpas.

14) Como posso saber que tudo isso que estão falando é verdade?

Infelizmente, não é possível saber. Se fosse possível comunicar aquilo que existe dentro da nossa alma a outro ser, poderíamos fazê-lo para tornar cognoscível a verdade daquilo que trazemos dentro de nós. Mas trata-se de uma capacidade que nenhum ser humano possui. Portanto, oferecemos nossas palavras, cientes de que é possível ainda haver dúvida legítima sobre a sinceridade delas. Respeitamos a dúvida. Uma vez mais, reafirmamos: apenas oferecemos nosso pedido de desculpas, sem esperar algo em troca. Não esperamos nem sequer que nossas palavras recebam qualquer crédito. Caso haja dúvidas ou não, está tudo bem, aceitamos, reconhecemos e respeitamos. Nada muda.

15) Mas se vocês não esperam nenhum efeito do pedido de desculpas, qual o sentido de ofecer desculpas sabendo que não servirão de nada?

Essa pergunta também é difícil. Existe uma diferença entre "esperar" e "desejar". Quando se espera algum efeito, isso significa que há ao menos uma mínima esperança de que o efeito ocorra em razão de uma determinada causa. O desejo, por sua vez, não depende dessa esperança. Por exemplo, é possível desejar a paz mundial ou a cura de todas as doenças simplesmente por reconhecer esses eventos como bons por si sós e desejáveis; mas não há razão para esperar que tais efeitos se produzam como consequência de acordar cedo, tomar um café quente e partir para o trabalho. Quando diz-se "não esperar" um tal efeito, é por reconhecer-se a inexistência de potência em um objeto para produzir o outro; ou, sendo tal potência insondável, por reconhecer-se a sua aparente improbabilidade. Afinal, seria até prepotente acreditar num tal poder em um simples pedido de desculpas formulado por simples pessoas. Não temos esse poder todo! Pode até ser, quem sabe, que haja efeitos benéficos a partir do nosso pedido de desculpas, mas não tem como criar qualquer expectativa disso. Por isso mesmo, é preciso que estejamos bastante conformados com a grande probabilidade de que não sirvam para coisa alguma. Aliás, não produzindo efeitos negativos já é bom o bastante! No entanto, em termos de desejos, sim, desejamos tudo de bom. Nosso desejo é de que a sua vida, caro(a) usuário(a) seja repleta de paz, de realizações, de sucesso, de felicidade. Mas não temos poder de dar isso a quem quer que seja. Será muito bem-vindo se nosso singelo pedido de desculpas ou se estes esclarecimentos lhe aumentarem um pouquinho a paz de espírito e a felicidade da alma, mas reconhecemos as nossas limitações. Por esse motivo, nada esperamos. Mas muito desejamos. E desejamos o bem, sempre.

OUTROS ESCLARECIMENTOS

Até aqui, tentamos imaginar as perguntas mais prováveis e mais difíceis de serem respondidas. Caso haja outras, insira nos comentários e atualizaremos a nossa seção de Perguntas Frequentes.

sexta-feira, 6 de junho de 2025

Privilégios

Entristecemo-nos quando não realizamos nossos sonhos, sem saber que sonhar já é privilégio.

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Salmos 94:19

Na multidão dos meus pensamentos dentro de mim, as tuas consolações recrearam a minha alma. Salmos 94:19

Respostas

Quanta coisa há numa vida! Mas o que falta são as respostas.

Engrenagem

Mais de 10 anos e uma engrenagem travada. O motor funcionava perfeitamente, cada peça em seu lugar, mas um turbilhão de coisas que não deveriam estar ali invadem e emperram as engrenagens. Como acreditar que o correto funcionamento é esse caos? É a roda dentada atravancada, enferrujada, suja, cheia de coisas que não deveriam estar ali? E ainda assim, é o correto. A perfeição que é irreal. A vida é o caos. Com tantas cores e borrados, que nenhuma palavra pode descrever. E ainda assim é o que há. Não somos seres que contemplamos a realidade, nossas palavras não descrevem o mundo. Somos apenas. Existimos. E contemplamos o caos tentando encontrar uma ilusória ordem que, quando parece existir, é fugaz e só deixa algumas tênues marcas. É o que há. Não há espaço para lamentação, embora o desejo do lamento persista. Mas não há espaço. Não há lugar para questionar o caos, mas para se sentir em casa nele. Da ordem só fica a lembrança, daquelas engrenagens que pareciam girar perfeitamente. Da recompensa à punição que parecia mesmo ser recompensa, não uma outra punição ainda mais pesada e dura. Que perdura até hoje. 10 anos depois. Como um tronco a mais emperrando a engrenagem dessa máquina. Que já pareceu ser tão perfeita.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Advice

I haven't forgotten,
I only have been busy.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Samsara

[...] "Não há mérito em amar aqueles que nos são queridos. Naturalmente amamos aqueles que nos agradam, que nos confortam, que nos amam de volta. O difícil é amar os inimigos, amar aqueles que nos machucam, que nos provocam, que retribuem nosso amor com ódio."

E, logo terminaram as palavras do mestre, viu-se cercado de pessoas que o atacavam, cheias de ódio. Com paus e pedras, feriam-lhe o corpo. Com ofensas e xingamentos, feriam-lhe a alma.

Lembrando-se das palavras do mestre, fechou os olhos e desviou-se de toda a dor e sofrimento. Concentrou-se em amar aqueles homens, a lhes perdoar as ofensas e os males. Não foi tarefa fácil, posto que a urgência da dor física lhe trazia de volta ao ódio, assim como as palavras ignominiosas lhe roubavam a temperança. Permaneceu assim um tempo, até consegui subtrair-se de todo pensamento, e assim toda mágoa sobre sua carne e espírito esfumaçaram. Sobrou apenas o amor.

Viu-se, subitamente, de volta à presença do mestre, que lhe disse: "Não há mérito em amar quando se sabe que a dor é passageira. Fácil é suportar um grave suplício por poucos instantes quando se sabe que logo a recompensa vem."

Então, sem perda de tempo, foi levado novamente ao meio do mundo. Espinhos rasgavam sua pele, pessoas o agrediam, traiam, ofendiam. Sentia fome e sede. Por vezes, quando a fome apertava, quando a doença lhe castigava, quando os homens o amaldiçoavam, desviava das sendas do amor. Sua memória às vezes falhava. Sua missão, por vezes, parecia não valer a pesada carga. Chegou a odiar, a retribuir o mal, a chorar e amaldiçoar seus infortúnios. Os meses passaram. Os anos. Seu estômago doía, as forças minoravam, sentia saudades dos seus, sofria com frio, sede, tinha medo ao encontrar outros homens, apreensivo com o amanhã. Finalmente, sentado ao topo de uma montanha, já com os cabelos grisalhos e a vista cansada, lembrou-se de sua tarefa. Observou o pôr-do-Sol e apreciou cada espinho que a vida, nesses longos anos, lhe cravara. Lembrou do amor e lembrou-se de amar. E lembrou das palavras do mestre. Fechou os olhos e conseguiu se afastar de todo o mal. Sobrou só o amor.

Quando abriu os olhos novamente, estava o mestre à sua frente: "É fácil amar quando se está em paz consigo mesmo. O difícil é quando precisamos nos perdoar de crimes imperdoáveis. O difícil é amar a si mesmo quando por si nutre-se desprezo, quando sobre seus ombros pesa a derrota e a culpa."

Então o homem acordou em um campo de batalha. Suas mãos, sujas de sangue, seguravam uma espada pesada. Ao redor, corpos de homens, mulheres e crianças. Soltou a arma em desespero, enquanto homens chegaram acusando-o. Depois, viu-se em outro lugar, um escritório, recebendo dinheiro indevido. Viu passarem por si pessoas de todos os tipos, pobres, famintos, doentes, todos deixados ao relento, na miséria, vítimas de sua vilania e egoísmo. Piscou os olhos novamente e acordou colérico, vendo sua esposa com outro homem e suas mãos golpeando os dois até a morte. A filha pequena no canto da porta observando tudo.

Percebeu, então, seu egoísmo. Tantas pessoas, em tantas vidas e encarnações sofrendo por suas mãos. Por seus desejos egoístas e mesquinhos. Aquele era mesmo ele. Havia matado numa vida, roubado noutra e torturado mais à frente. Quantas outras coisas não teria feito e ainda viria a fazer? E agora, era um outro alguém que aquele que um dia fora? Seu desejo por amar era diferente do desejo de comer, de vencer, de enriquecer, de ser amado? Haveria agora outra motivação para sua busca que não o desejo de alcançar a elevação? Não seria um desejo esse como qualquer outro, podendo levar a flagelos assim como outros desejos já causaram? E não haveria depois outros desejos, outros males, outros sofrimentos, outros crimes para praticar?

Sob o olhar atento da criança, com as mãos sujas de sangue, vendo os corpos atirados na cama, lavou seus olhos com lágrimas, enquanto caminhava para a janela do décimo andar. Queria apenas morrer e interromper todo o mal que sua existência causara ao mundo. Não merecia viver, não merecia a salvação, não merecia os ensinamentos do mestre.

Foi então que, uma vez mais, a voz do mestre ecoou em sua mente: "Só há mérito em se perdoar o que é imperdoável, seja a si ou aos outros."

Então percebeu que precisava daqueles crimes. Aceitou sua maldade, aceitou seu passado. Era a imundície de sua alma que tornava valiosa a pureza. O mundo é cruel. A fome fustiga um animal a matar o outro, as emoções levam os homens a se odiar, a vaidade, os ciúmes, as amizades, as dores, a ignorância, a pobreza de espírito. Aceitar que se erra é o primeiro acerto.

Então fechou os olhos e aceitou ser uma pessoa má, seus crimes, o sofrimento. Aceitou que fazem parte de seu caminho para a iluminação. Aceitou que é movido por desejos. Que seu desejo por riqueza, amor, conhecimento fazem parte de si, assim como seu desejo por paz, pureza e felicidade. Aceitou-se.

Quando abriu os olhos, estava novamente diante do mestre: "Resta apenas uma tarefa a você, antes de atingir a iluminação. É fácil acertar quando se tem conhecimento da tarefa: que se deve amar sem ser amado, esperar com paciência, perdoar o imperdoável. O difícil é descobrir isso por conta própria. Então, acordará sem se lembrar de nada, num mundo cheio de dor, sofrimento, mágoa, ódio e culpa. Quando entender por si só, então nos veremos novamente."

Abriu os olhos. Era apenas um bebê, uma família o cercando, um mundo à sua volta. Espalhados por todos os lados, vários iguais a si. Não se lembram de muitas coisas, apenas dos empregos que lhe põem comida à mesa, dos amigos que aliviam o sofrimento, das vaidades que lhes castigam a alma, das culpas, essas que nunca se esquecem. E seguem comendo, envelhecendo e se culpando, sem saber muito bem onde é para chegar.

Não tem problema. O mestre sabe esperar.

sábado, 27 de dezembro de 2014

Certo tempo certo

Um certo, nem longo, nem curto, mas apenas certo tempo já se passou. O tempo certo, talvez se dirá, ou talvez apenas um tempo qualquer, que por hora se propõe como certo, posto que a hora agora é a certa, mas que já pode ser errada amanhã. O certo é que, agora, o tempo que passou é tempo certo, que fustiga os tempos passados e lhes amansa as feridas. Será, porventura, doravante o tempo errado, o pouco tempo, o demasiado tempo, o perdido tempo. Mas é apenas certo, agora, e isso já me basta.

Um certo tempo passou e, no momento, é o tempo justo para me fazer te olhar como a uma pintura emoldurada, pendurada em algum cômodo esquecido. Uma pintura que se pode apreciar, analisar, mas que jamais transmitirá a verdade da paisagem que se capturou em tela. Uma pintura não tem muito o que nos servir após certo tempo. São cores e texturas dispostas numa tela, estáticas, imóveis e frias. Quando o tempo ainda não é o certo, ou já se passou do tempo certo, a pintura pode parecer vívida, animada pelas memórias, que acendem os cheiros, os sons, as emoções, os abraços e aquele roçar insistente de sua perna na minha. A pintura não passa de um portal para o caleidoscópio de sensações da memória. Fica-se sem fôlego, o coração dispara, as imagens tomam forma e as vemos por aí a andar, dançar, sorrir e beijar.

Mas não no tempo certo. Perde-se então o consórcio de que se servira a pintura para ganhar vida. Agora não passa de tinta em uma tela. Não enseja emoções, não faz soar os tímpanos, não apetece a alma. São apenas cores em uma tela, que sabemos reconhecer ao observar. Reconhecemos que um dia existiu, que tais formas e tais cores desterradas correspondem a algo, a algum momento vivido. Porém um que nada mais significa. É como reconhecer o rosto de alguma pessoa com quem, apesar do costume de ver, não se tem qualquer contato: reconhecemos, sabemos que encontramos, dia após dia, ali na fila do pão, na loja de sapatos, mas não nos significa nada.

E eis que se tem chegado esse tempo. É apenas um e certo tempo. Aquele espremido entre o tempo curto, cuja pequenez não é suficiente para arrefecer as sensações há pouco aviltadas, e o tempo longo, cuja saudade faz com que se rememorem os tempos já tão longínquos. Pois é que o tempo curto ainda arde como brasa recém marcada, enquanto o tempo longo volta por já não lhe supormos qualquer perigo. Mas o tempo certo, esse é o tempo que oblitera. É tempo que aniquila. É o tempo que despreza toda a moldura que encampa o quadro maior de nossas vidas e só nos leva a pensar: "sim, isto existiu, mas entre ele e mim já não existe nada" (Na verdade, paramos no sim, não há crédito ao certo tempo, até que se esvaneça e torne o tempo errado, que já desponta no horizonte enquanto encerro a pequenez desses grandes tempos. Com amor, eternamente seu... ninguém).

sábado, 29 de novembro de 2014

Marcados

Estamos todos na lista de alvos do mais implacável dos assassinos: tempo.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Caminho

Se a morte aniquila o sentido das coisas, nenhuma vida vale à pena

sábado, 21 de junho de 2014

Consciência

Nós, e apenas nós, somos as testemunhas de nossos pecados. Resta, portanto, à nossa própria consciência que sobre nós pese e castigue tanto quanto julgar dos erros que tenhamos cometido e dos males que tenhamos causado.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Preço

Quem joga desonestamente tem mais chances de ganhar, mas apenas jogando honestamente a vitória é verdadeira.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

friable, but still (steel)

You took away what I cared most about. You took away who I used to be. You stole my identity. You tore my most deep dreams into pieces. You made my soul shine vanish away. And you brought what  defined me most intimately to a shameful death.

But there's no ending without a new begin; there's no death without life.

I don't want to forget what happened, neither what I did. Those things, even the bad ones, make who I am. But I'm much more than this. I'm much more than what your limited glance could see. And I'm much more than what everyone, just like you, tryed to force me into being.

And doesn't matter anymore what happened. I'm not seeking to repair anything. What was done can't be fixed.

The only thing I seek is for myself and the soul you took and broke and throwed the pieces away. I've been collecting them for such a long time... but now, finally, my harsh endeavour is about to reach a grateful end.

terça-feira, 3 de junho de 2014

Pleonasmo

E de repente, tudo que parecia tudo torna-se nada. Dobra a esquina do esquecimento e já não há nada. Tudo se foi. Ou mesmo existiu? E agora a neve cai, o sangue corre. Tudo tornado preto, apagado, esvanecido. Consumido pela escuridão. E a caminhada continua, sem que reconheçamos a paisagem, sem lembrar das paradas no caminho, sem saber do destino a que chegar. E então, você percebe que nem lembra mais porque começou a andar, mas sabe que não pode parar.

domingo, 20 de abril de 2014

Desires, desires (part 1)

I wish I could be a good man
I tryed and fought hard for that.
However, good I cannot be,
because a monster, that's what I am.

I wanted to serve you, Athena,
but I failed as a servant of yours,
even though was the only one
still thinking about serving you.

I thought my strenght would be enough,
my dreams would never end
my will would be infinite.

But it turned out that I'm not yours as I wished to be.
I can't even remember,
the feeling, the smell, the plans.

Nothing turned out to be as I believed.
The good is not the good.
The bad is not the bad.
And all the answers are lies.

And you pose like as if never have existed.
Where are you? I need you.
I need to know.

The beautiful smile,
the heat on the heart,
the caress on the head.
Never was.

And all the fire consumed after burning,
remaining nothing but ashes.

I try to look trough the looking glass,
but see nothing beside me and my scars
consumed by time,
kick by life.

Silly dreams and horror toughts.
Everything destroyed by one simple question.
The most horrific question you ever asked me.
That changes everything.
That turned me a monster.
Just one question I couldn't answer,
and nobody else could,
and everything was changed.

Nothing else matters...
Because I didn't know to answer...
why this world should be saved?

This lead to everything else:
why this world deserves be saved?
why this world deserves anyone sacrifice in order to save it?
why would I sacrifice my-self for it?

And the terrible finding was... it doesn't.
And then everything lost its meaning.
And all the battles, all the pain, everything began to hurt strongly.

Because they do not deserve.
And because they will bite you hand since you are not caressing anymore.
Because no one will ever care if they hurt you or don't.

And everyone that gives love, and sacrifices one-self, and fight for the people
are nothing but fool.

domingo, 16 de março de 2014

Poder

O poder só existe para quem está disposto a perder ou não faz questão de ganhar. Todo o mais é blefe.

domingo, 2 de março de 2014

Pedra e água

Ver a morte de perto abre os olhos para a vida.
Exageramos o valor da vida,
até perceber que ela não é nada.

Ela vem... ela vai.

Estamos muito distanciados da morte.
Só a conhecemos pelo jornal ou
nos filmes e novelas da TV.

Só ouvimos dizer que acontece
do outro lado das telas,
no secluso abatedouro,
do outro lado da parede,
pela boca de outrem...

Na sala de espera do hospital,
no enlatado que abrimos à mesa,
no jornal cedo de domingo.

Escondemos a morte por detrás de cortinas.
Ela está perdida por aí, invisível,
enterrada.

E nada há mais valioso para o imortal
que a vida,
pois que lhe é eterna

Ilusão.

A vida vai assim como vem.

Frustrando-nos o narcisismo,
a grandiloquência que temos por nossa vida,
nada há de magnífico na morte.

E então a morte nos ensina
que nossa vida não é nada.
Não é um grande espetáculo,
aguardando o grand finale.

Na hora derradeira, não tocam as trombetas,
anjos não descem do céu,
não há lampejos de sabedoria divina,
ou últimas palavras dignas do melhor enredo.

Não, só há sujeira e dor
e,
num
instante,
o fim.

Acabou

O solo fértil logo se enrelva,
a carne podre craveja de vermes,
as pessoas...

e como vêm, se vão...

e a vida não é nada,
senão
um
instante.

Não há mal perfeito,
nem bem perfeito.

Não se preocupe com escolhas mal feitas,
não se regozije com seu próprio brilho,
não vão durar muito.

Só vida,
que leva tudo com ela,
e passa.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Ciência

Durante uma época, gostava de discutir filosofia, perder o tempo com conversas sem fim, só pelo gosto de fantasiar, discutir e me fascinar pelos mistérios do universo.

Era muito novo e o tempo passou. Comecei a pensar que essas discussões não tinham sentido. Preferia fazer uma boa piada, aparecer para as meninas, rir um pouco, em vez de discutir seriamente. Ainda era novo.

Mais tempo passou. Entrei para a faculdade e, por mais que quisesse me focar em problemas práticos, era sempre arrastado para discussões mais filosóficas. Até que, finalmente, caí de cara nelas e passei a me dedicar ferrenhamente. Descobri um grande talento para a filosofia, além de um grande prazer.

Por um momento, cheguei a vislumbrar uma luz divina, como que uma centelha da mais brilhante estrela do universo. Por um segundo, muito breve, havia sido como se percebesse a verdade do mundo. Mas foi tudo muito rápido. Não havia tido tempo suficiente para entender tudo que havia ali. A fonte era muito rica. O brilho era magnífico, mas também dificultava a visão.

Estava lá, no alto da montanha, depois de árdua escalada, esticando o braço para finalmente tocar aquela luz brilhante, roubá-la para mim e descer com ela para o mundo dos homens, mostrá-la a todos e iluminar a escuridão. Mas no momento em que meus dedos iam tocá-la, o terreno cedeu e uma terrível avalanche me arrastou violentamente para baixo.

Foi uma queda terrível, dolorosa e interminável. Cheguei ao sopé encoberto de terra, machucado, sujo, as roupas rasgadas. Estava ainda sobressaltado pelo ocorrido, embasbacado pelo que havia encontrado, ao mesmo tempo que moído pela queda. Ainda assim, corri para contar a todos, mas ninguém acreditou. Lá, no alto daquela montanha, havia uma luz incrível, capaz de iluminar de uma vez por todas as obscuridades de nosso mundo, mas ninguém se interessou.

Quando cheguei dando as boas novas, perguntaram sobre o preço do leite, o caso do prefeito e a fofoca da vizinha. Tentei contar sobre o que havia visto, mas tudo que quiseram saber foi como fiquei tanto tempo vagando por aí sem um emprego. E fui chamado de vagabundo, de inútil, de burro. Havia feito tamanha escalada, mas para quê? Que bem de valor havia trazido que pudesse ser trocado no mercado? Que pessoas havia agradado para agora lhes exigir um cargo no governo?

Tentei falar da tal luz, mas ninguém entendeu e, ainda, um outro não acreditou. Uma luz que tudo resolveria? Que mentira deslavada! E se fosse assim, o que você está fazendo aqui? Pobre, sujo, machucado, porque não usa essa luz para ganhar algum dinheiro? O filho de fulano está trabalhando, até vai comprar um carro.

Mas seria isto então? A solução para todos os dilemas da história da humanidade, subjugados por um carro?

E assim segui vivendo, entre tantos outros sujos e pobres, que não pensavam senão em se livrarem da sujeira e da pobreza, sem se dar conta de que viviam em meio a lama e miséria.

Comecei a planejar uma nova escalada. Teria de me sujeitar aos interesses dos demais homens. Já que nenhum deles acreditava em minha história e financiaria nova empreitada, teria eu de arranjar recursos por conta própria. E fingir que era como eles, para poder me misturar. Fingir que a fofoca da vizinha ou o carro novo do filho de fulano realmente eram assuntos importantes para mim. Ah, se eles soubessem, se tivessem visto por um milésimo de segundo o que vi.... jogariam para o alto tudo em suas vidas para seguir aquela luz.

E, finalmente, conheci você.

Não que não conhecesse antes, mas agora era diferente. Tocamo-nos, sentimo-nos. E por um momento senti um calor tão abrasador que se assemelhasse algo que havia encontrado no alto da montanha. E percebi que queria muito, e estava dividido entre as alturas e o chão. Queria subir novamente, mas não queria deixá-la para trás. E, assim, aos poucos, um carro, um emprego, o preço do leite, tudo isso passou a ser mais importante para mim, pois era para você.

Minha escalada ficou prejudicada. Você disse que gostava de montanhas, mas era diferente. Não estava realmente disposta a subir. Acreditei que seguiria comigo, mas em verdade você tinha os pés bem presos ao chão. Vi-me em meio à escalada, mas desprovido dos recursos e você levara e com ódio no coração a cada degrau subido. E a cada metro subido, o peso do rancor me arrastava dois para baixo.

Finalmente percebo que a ciência só pode ser feita por corações em paz. Para quem sofre, ama, odeia... que se dane o que há nas estrelas, no fundo dos mares, no início do universo. Que se danem as respostas, as perguntas, as verdade.

Tudo que se procura é paz.

Muito mais fácil de se obter

na ignorância.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Membro fantasma

Hoje entendo um pouco
a dor de quem perde um membro.
Dói, coça, sonhamos com ele
e amargamos perceber que não está lá.

Demoramos a nos acostumar,
e se nem sempre dói,
muitas vezes coça, e muito,
e incomoda,
e nos dá saudade de quando o podíamos usar.

O tempo torna mais ameno,
mas nunca volta a ser como antes.
Muitas vezes deve-se recorrer a próteses,
para substituir o seu lugar,
ou a terapia, para o corpo entender
que não há mais o que esperar.

Quem sabe um dia esse membro deixe de doer.
O membro que perdi na vida,
o fantasma que assombra meu dia,
é você.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Nada mais importa

Tanto sempre disse, para agora me faltarem as palavras.
A quem mais mereceu, nada tenho a dizer,
mas a quem a sensatez sugere o silêncio, não me faltam
as palavras.

Seria, então, realmente justo?
Falta algo a dizer, ou apenas persiste a vontade de falar?
Entre o bem e o mal, cercado pela escolha,
seriam na verdade ilusões?

Perguntaria qual é a verdadeira origem do mal,
só para lembrar que já sei a resposta

A resposta que ao mesmo tempo explica minha mudez,
e minha vontade de falar.
Que explica minha vontade de buscar a razão do bem,
ou o remédio contra o mal.

Que concilia minha vontade de aproximar e a de fugir.

Não há o bem, não há o mal, senão aqueles que sentimos.
Não há regras, senão as que concordamos, que nos encucamos.

Não há regras... não há regras, senão a conveniência.
E toda regra tem sua conveniência,
embora nem sempre seja conveniente.

E no fim das contas... a única verdade a que se pode chegar...
é que só temos que ser felizes.

Mas se você não é...
feliz ou infelizmente...

o problema é seu.